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Este espaço é reservado aos artigos escritos pelos profissionais do NET e Parceiros:

A Responsabilidade em Nossas Mãos: um olhar critico sobre a habilitação em Equoterapia
O auxiliar-guia e a Condução do cavalo de Equoterapia
Entre linhas
A atuação do pedagogo e do psicopedagogo na Equoterapia
Os quatro anjos maus



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A Responsabilidade em Nossas Mãos : um olhar crítico sobre a habilitação em Equoterapia

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Além do âmbito filantrópico e da atuação benevolente, a prestação do serviço de Equoterapia enseja , sem dúvida , uma relação de consumo , que por sua vez encontra-se regulamentada através do Código Civil Brasileiro, do Código de Defesa do Consumidor e dos Códigos de Ética dos Profissionais Liberais.

O diploma legal rege que consumidor é quem contrata um serviço, para satisfazer suas necessidades pessoais ou familiares, ou seja, o praticante que freqüenta um centro de
Equoterapia, ainda que de forma gratuita, figura como consumidor (ou sua família quando este for incapaz) e do outro lado fornecedor são pessoas, empresas públicas ou particulares, nacionais ou estrangeiras que oferecem produtos ou serviços para os consumidores, aqui se enquadram todos os profissionais liberais e centros de Equoterapia que prestam tal serviço, reiterando; ainda que de forma gratuita.

Isto posto, podemos definir o atendimento equoterápico como uma relação de consumo onde figuram por um lado o praticante e/ou seus responsáveis (consumidor) e por outro, o profissional liberal ou centro de Equoterapia que presta o serviço (fornecedor), e assim como em toda e qualquer relação de consumo, incidem a Ética Profissional, a Responsabilidade Civil dos Profissionais, a fiscalização das Entidades de Categoria e a aprovação do Ministério da Educação.

A ética no exercício da profissão "indica uma soma de deveres, que estabelece a norma de conduta do profissional no desempenho de suas atividades e em suas relações com o cliente e todas as demais pessoas com quem possa ter trato." Essas normas de condutas, que regulam o comportamento individual de cada profissional no desempenho de suas atividades, são agrupadas, via de regra, em um único instrumento, o denominado Código de Ética. Os Códigos de Ética, "cingem-se em geral, ao cotidiano da atuação profissional, estatuindo regras de ontológicas fundamentais, princípios básicos de conduta, relações com os clientes, sigilo profissional, publicidade, honorários, deveres no trato com o seu paciente/cliente."

Além desses deveres éticos, há Códigos que também prescrevem infrações e a respectiva punição para o profissional que infringir normas lá contidas.Dentre as várias infrações
disciplinares que podem cometer os profissionais liberais no exercício de seu mister, pode-se destacar as seguintes: não atender bem o cliente; não prestar as informações adequadas e pertinentes ao futuro serviço; não orientar o cliente sobre os riscos que podem advir da realização daquele serviço, cobrar abusivamente pela prestação do serviço, não possuir habilitação específica para a prestação de serviço , etc . Com isso, a organização corporativa de cada profissão (Ordem, Conselho, Sindicato, Associação), visa regular e controlar a atividade profissional, utilizando-se do seu direito de disciplina.

Logo, pode-se acertar que todo a todo o profissional de Equoterapia exige-se conhecimento técnico específico do Método e da sua área de atuação sendo sua Responsabilidade a devida especialização profissional.

Normalmente, presume-se que o profissional liberal contratado para a prestação de algum serviço tem pleno conhecimento da atividade que exerce; presume-se ainda que, na prestação desse serviço, o profissional liberal não irá por em risco a saúde ou a segurança do consumidor e, muito menos, lhe ocasionar danos. Assim, tem o profissional a obrigação de fornecer seus serviços de modo a corresponder sempre às legitimas expectativas do consumidor.

Nada obstante ao tipo de serviço prestado pelo profissional liberal, ele assumirá contratualmente uma obrigação, seja comprometendo-se com um certo resultado ou apenas a
usar da prudência e diligência para atingi-lo, sem compromisso de obtê-lo.

[...] "o profissional assume prestar um serviço ao qual dedicará atenção, cuidado e diligência exigidos pelas circunstâncias, de acordo com o seu título, com os recursos de que dispõe e com o desenvolvimento atual da ciência, sem se comprometer com a obtenção de um certo resultado".

Note-se que a expressão negritada “... de acordo com seu título...” exige qualificação profissional específica para a prestação de serviço , ou seja , em Equoterapia .

Ora, se sabemos que o atendimento equoterápico é uma relação de consumo onde figura-se o praticante e/ou seu responsável legal como Consumidor , o profissional liberal (Fisioterapeutas, Psicólogos, Pedagogos, Terapeutas Ocupacionais, Educadores Físicos, Fonoaudiólogos entre outros) como Prestador de Serviço e que a Responsabilidade Civil incide sobre a própria habilitação para o exercício profissional da Equoterapia , resta uma dúvida : a quem cabe a Habilitar e Fiscalizar o profissional?

Para nós, diante do exposto , parece lógico que cabe as Entidades de Categorias e Classes e aos Conselhos de Categoria e Profissão (CRP,CREFITO, etc) essa função. O que parece óbvio não é simples; pois para a efetiva fiscalização do exercício da Equoterapia necessita-se de reconhecido diploma de habilitação.

Cabe então ao Governo Federal, através do Ministério da Educação, a responsabilidade de diplomar em forma de graduação ou pós graduação os profissionais que desejarem adicionar as sua atuações mais uma habilitação regular , legítima e legal . O Ministério da Educação já exerce essa função na formação acadêmica de graduação dos Profissionais Liberais, reconhecendo através de seu selo as Instituições de Ensino que formam e diplomam cada profissional dentro das regras do Ministério e hoje já atua na área da Equoterapia reconhecendo como “lato senso” seu diploma de pós graduação .

Encerram-se então as discussões anteriores, concluindo que uma vez criado o diploma legal torna-se como única exigibilidade para a atuação em Equoterapia o diploma de Pós Graduação proferido por Instituição de Ensino reconhecida pelo Ministério da Educação eé Responsabilidade Civil e Respeito a Norma Ética a busca do profissional à sua Habilitação em entidade credenciada .

Eduardo Colamarino



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O AUXILIAR-GUIA E A CONDUÇÃO DO CAVALO DE EQUOTERAPIA

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O condutor ou auxiliar-guia é o profissional responsável pela condução do cavalo durante uma sessão de Equoterapia, e também responsável por manter a qualidade do passo em todas as suas variantes de amplitude e freqüência e ainda executar todas as mudanças, de andamento ou de direção, de forma correta, respeitando sempre as limitações morfológicas do cavalo e preservando o equilíbrio do praticante, exceto quando este for desestabilizado por uma proposta terapêutica.

Para a execução correta da condução torna-se necessário o desenvolvimento de técnicas específicas, estudo etológico e treinamento. O cavalo deve estar apto a executar com perfeição o passo, engajado, calmo e atento bem como as mudanças de direção e as figuras de pista.

O treinamento do cavalo é realizado pelo Equitador habilitado, porém o condutor deve aprender as técnicas necessárias para substituir os comandos do cavaleiro montado pelos comandos dados do chão.

Para executar tais comandos com exatidão o condutor deve conhecer o posicionamento e a distancia correta para a condução, bem como sincronizar seus passos, manejar as rédeas e a guia (e o chicote) e posteriormente executar as
mudanças de direção, as mudanças de lado, as figuras de pista utilizadas na Equoterapia. Deve também ter conhecimento sobre o uso correto das embocaduras e a linguagem universal das ajudas.

O início de um bom treinamento de condução é entender o comportamento eqüino, qual o espaço seguro e o espaço limite de pressão bem como entender as suas reações mais singelas.

O processo de desenvolvimento de uma condução técnica inicia-se preliminarmente com uma estruturada relação de comunicação.

A comunicação entre homem e cavalo se da por isopraxia e isoestesia. A transmissão gestual de um para outro animal é chamada isopraxia (ação igual). Ela pode ocorrer entre o homem e o cavalo se o contato entre eles for adequado e agradável e sem interferências estranhas ou inadequadas. Por isso, os movimentos do condutor podem promover movimentos homólogos no cavalo e por isopraxia recíproca, também o cavalo pode transmitir movimentos semelhantes para o condutor.

Entretanto, atividades sincrônicas não ocorrem somente no sistema sensório-gestual, mas também no sistema afetivo. Semelhantes comportamentos emocionais com transmissões bilaterais podem ocorrer entre humanos ou entre humanos e cavalos.

Este fenômeno é chamado: isoestesia (iso, igual e estesia, sensibilidade). Isto é mais bem explicado e entendido quando se observam comportamentos entre crianças e animais ou entre pessoas doentes e que são controlados por sistemas afetivos e por um sistema intelectual imaturo ou pouco desenvolvidos.

A utilização lógica de tais recursos determina a base da comunicação. Se o comportamento daquele que conduz for afoito, brusco ou agressivo, teremos uma cavalo de comportamento semelhante, e, portanto inapto ao trabalho de Equoterapia.

Contudo, se tivermos um comportamento franco, direto e calmo, termos um cavalo executando movimentos corretos, tranqüilo e flexível.

Na mesma premissa, o andamento do condutor influencia o andamento do cavalo durante a condução. Em um conjunto entrosado, toda vez que o condutor aumentar ou diminuir o ritmo de suas passadas o cavalo tende a acompanhá-lo.

Para que o entrosamento do conjunto se de por completo, mister que se entenda quais as zonas de espaço que devem ser ocupadas por cada um, condutor e cavalo, durante a condução.

Durante o trabalho de solo, o cavalo aceita o homem em seu espaço social denominado especo social interpessoal abrangente. Nesse espaço, homem e cavalo dividem uma mesma zona, o cavalo permite proximidade as suas zonas de proteções (mais especificamente seus flancos e sua garupa) e o homem permite a proximidade do cavalo ao seu corpo. Membros de ambos chegam a se tocar, e não havendo nenhuma situação de ameaça o cavalo tende a permanecer próximo.

A zona limite ou chamada zona de pressão, varia de cavalo para cavalo, porem todos possuem um limite de proximidade que deve ser respeitado, do contrário, os espaços se tornam insuficientes, com zonas alteradas e conseqüentemente, desorganizados e agressivos. O cavalo tende a afastar-se.

O posicionamento correto do condutor, respeitando a zona limite, deve ser alinhado às espáduas mantendo apenas uma distancia de segurança evitando ser pisado, sempre pelo lado de dentro da pista.

Utilizando esses conceitos o condutor pode promover a aproximação do cavalo, assim como aumentar o impulso dos posteriores aproximando-se de seu flanco e colocando-se na sua retaguarda, ou diminuí-los ate a parada colocando-se a sua frente.

Entender a zona social e zona limite de cada cavalo, portanto, é fator contribuinte para uma condução bem sucedida, porem de forma isolada seus efeitos são irrisórios. O sucesso da condução depende também de como manejar a embocadura através das rédeas.

A condução se estabelece também pelos comandos transmitidos ao cavalo através da "conexão neurofisiológica" que as embocaduras estabelecem entre as mãos do condutor e a boca do cavalo, órgãos que biologicamente têm fins semelhantes, pois são utilizados na apreensão de alimentos e que por isso são bem dotados de coordenação motora fina.

Assim, o uso correto da embocadura vai progressivamente estabelecendo uma série de reflexos condicionados, que vão se refinando, até que seja possível para o condutor comunicar suas intenções para o cavalo com um mínimo de força física, porém com um máximo de precisão e sutileza. Quando o cavalo é bem adestrado, o condutor assume o comando das decisões para as mudanças de velocidade e direção com muita facilidade. Ou melhor: a decisão do condutor substitui a decisão do cavalo para acionar o seu sistema reflexo que dará início à cadeia de movimentos.  A rédea conectada entre as mãos sensíveis do condutor e a boca sensível do cavalo é o “fio de conexão” que leva e traz informações do cérebro humano para o cérebro eqüino, e faz o cavalo perceber a indicação dos movimentos desejados.

A rédea permite ao cavaleiro sentir os movimentos horizontais do cavalo — o alongar e o reunir do seu corpo – para que este transmita, com pressões exatas nos momentos certos, os seus comandos de alongamento e reunião em forma de leves contrações dos dedos, sinais que a embocadura retransmite para o cerebelo do cavalo, que o decodifica e ajuda a deflagrar automaticamente a ação reflexa solicitada, e que foi automatizada durante os treinamentos. Por estas razões, o cavalo não deveser controlado através da ação bruta da embocadura, porque isto destrói a sensibilidade dos seus terminais nervosos e reduz a sua capacidade de dar respostas reflexas aos comandos do cavaleiro.

Portanto, a ação mais complexa é a de manejar das rédeas do solo simulando o contado de montaria, utilizando apenas uma das mãos ao invés das duas.

As rédeas devem estar em descanso no pescoço do cavalo enquanto por baixo, estará cruzada nas mãos de forma a permitir que um simples movimento de punho simule uma ação de rédeas convencional.

A mão do condutor que empunhar as rédeas deve respeitar uma distancia mínima de 10 cm da parte posterior da face, mantendo o braço em flexão de 90 graus controlando assim o cavalo por completo e promovendo inclusive o engajamento dos posteriores. A mão oposta deverá segurar a guia de segurança que deve estar presa em anel mediano e mosquetão de giro deixando folga entre a extremidade presa ao cavalo e a mão do condutor.

O condutor pode contar com o auxílio de um chicote para efetuar eventuais correções e impulsionar o animal. O chicote deve alcançar a ponta das ancas, sendo essa sua medida ideal.

A condução desta forma irá manter o cavalo na freqüência e amplitude desejada ao seu passo, engajado e flexível, bem como calmo e atento. Manter essas características depende da lógica geométrica e da preservação dos limites morfológicos do cavalo.

O cavalo não é só conduzido em linha reta e na mesma direção. As figuras de pista do adestramento são utilizadas como recursos terapêuticos bem como as frequentes mudanças de direção.

Ao condutor então caberá saber como atuar nessas diferentes ações. Para tanto o conhecimento das figuras de pista, das mudanças de direção e das transições são primordiais.

Nas mudanças de direção, nos cantos e na execução das figuras o cavalo deve ajustar a encurvatura de seu corpo à curvatura da linha que ele segue, conservando-se flexível e seguindo as indicações do condutor sem qualquer resistência ou mudança de andadura, de ritmo ou velocidade.

Ao mudar de direção, o condutor deve alterar sua posição mantendo-se sempre do lado interno da pista. Existem duas maneiras viáveis para a mudança de lado do condutor, que deve ocorrer cada vez que o cavalo inverter a mão de direção.

A primeira, com o condutor olhando para frente, no ritmo do cavalo, passa pela frente deste passando a guia de uma mão para outra pelas costas; a outra, também no ritmo do passo do cavalo, o condutor executa um giro ficando de frente ao chanfro do cavalo e completando o giro para o outro lado passando a guia pela frente do corpo.

 As mudanças de direção podem ser executadas nas seguintes situações:
- Volta em ângulo reto, incluindo passagem de canto (um quarto de volta de aproximadamente 6 m de diâmetro).
- Diagonal curta e longa.
- Meia voltas e meio círculos, com mudança de mão.
- Laços de serpentina.

As figuras de pista quando utilizadas como recurso terapêutico necessitam de estrita correção quanto as suas execuções. São utilizadas basicamente quatro figuras de pista, sendo estas as voltas, as serpentinas e o oito de conta.

A volta é um círculo de 6, 8 ou 10 metros de diâmetro. Se maior de 10 metros, usa-se o termo Círculo.

A serpentina com vários laços tocando o lado maior do picadeiro consiste de semicírculos ligados por uma linha reta. Ao cruzar a linha do meio, o cavalo deve estar paralelo ao lado menor . Dependendo do tamanho dos semicírculos, a linha reta que os liga varia de comprimento. Serpentinas com um laço no lado maior do picadeiro são executadas com 5 m ou 10 m de distância da pista. Serpentinas em volta da linha do meio são executadas entre as linhas de quarto.

O oito de conta consiste de duas voltas ou círculos de igual tamanho, como prescrito na reprise que são tangentes no meio do oito. O cavaleiro deve endireitar seu cavalo por um instante, antes de mudar de direção no centro da figura.

O condutor de posse desses conhecimentos estará apto a promover uma condução preservadora das qualidades do movimento e contribuinte das ações multidirecionais exercidas pelo passo do cavalo.

Porem, o trabalho com cavalos e mais especificamente com Equoterapia deve, além de ser baseado em fundamentos técnico-científicos, fundar-se no amor e respeito pelo animal e no intuito de promover o desenvolvimento humano.

Autor: Eduardo Colamarino

Bibliografia:
CIRILLO, Lélio de Castro. Reeducação pela equitação. In: ANEq – Associação
Nacional de Equoterapia. Brasília, 1992.
FEI. Dressage Rules , 2009
FEI. Paraequestrian Dressage Rules 2009
RND. Regulamento Nacional de Dressage. Ed. Federação Eqüestre
Portuguesa.
KLIMLE, R. Dressage. Formation de base du cheval de selle. Maloine Ed. 158,1991
ROBERTS, Monty. O homem que ouve cavalos. Rio de Janeiro; BCD União de
editoras S.A. 1996.
SCHRIJER, S. A scientific foundation for deep, round and low. Dressage Today.2001
SMYTHE, R. H. A Psique do Cavalo. 1. ed. São Paulo: Varela, 1990.
STEINBRECHT, G. Le gymnase du cheval. ed. Elbé. Paris. 1985.



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ENTRE LINHAS

Certa de que às vezes precisamos buscar inspirações boas para escrever, nem sempre encontramos em momentos felizes, mas infelizmente em momentos tristes ou de repensar a nossa vida.

Lembro-me de minha mãe falar-me: “Quando ajudares uma pessoa não espere nunca a sua gratidão, espere de Deus, pois será o único capaz de avaliar a dimensão da grandeza de sua atitude”.

Lembro-me também da Tati Quebra Barraco no programa Super Pop da Rede TV quando questionada ao auxílio que prestava aos amigos e familiares, enfatizou: “ As pessoas não querem ser ajudadas por você, elas querem ser você, elas querem ter o que você tem”. Inveja pura. Outra de Tati: “Quem está comendo não está reclamando”. Desde então, comecei a admirá-la.

A busca pelo poder ou autoafirmação acaba atropelando a dignidade das pessoas, e encontramos a falta de gratidão, filhos postiços, amigos interesseiros, pessoas que vendem a sua alma por moedas, beija-flores, os condutores imprudentes, os problemáticos de ego, o carrapato, o vampiro, os amigos altos e baixos, os jogadores sujos, os lobos em pele de cordeiro, os vampiros traidores, a máfia dos amigos...caramba! Dá até medo! Em quem confiar?
Nunca sabemos com quem lidamos, aparentemente acho que todos precisam de psicoterapia, o pior é que tem alguns que usam os seus transtornos como meio de desculpar as suas atitudes egocêntricas e criminosas.

A gratidão é divina. A pessoa que sabe agradecer, que reconhece os fatos, as ajudas, tem dons divinos, e são essas que precisamos inalar a sua essência sempre.

Como diz a minha amiga Thais: “Os verdadeiros amigos estão numa mão só”. Verdade...

E partindo de concepções do sendo comum ou conhecimento popular, percebemos a iniqüidade do mundo, as atitudes desvairadas, o golpe mortal, o ataque surpreendente, como um instinto animal onde as pessoas desacerbam os comportamentos conscientes de seus pensamentos, parecendo com um déficit de lobo frontal onde o limite é comprometido, e as regras de condutas já não são mais obedecidas.

Além de que, tem pessoas que acusam outras por sua infelicidade, não se garantem e precisam focar numa perspectiva, onde o outro é a sua real causa da infelicidade ou da sua felicidade. É a falta de amor próprio, porque a partir do momento onde a pessoa não se olha no espelho e acusa outra por ser obstáculo no seu caminho, é porque precisa também se reavaliar como pessoa e como deve atuar na sua vida para ser feliz. O seu problema mora ao seu lado. Cuidado com os comportamentos de direcionar a sua infelicidade a pessoa errada, porque não conhecemos as pessoas, e as atitudes podem ser drásticas.

 Não sabemos até onde se existe elo de amizade, confiança, caráter, dignidade, coerência, compreensão, amor, carinho, perseverança...Deus é o nosso verdadeiro amigo. Onipotente, onipresente, e onisciente.

A estética é bem legal, é confortável se sentir bonita, atraente, elogiada, porém não adianta ser uma máscara por fora, do que por dentro ser oca e infeliz.

Tenho às vezes vontade de virar uma ermitã e morar numa montanha com os meus cavalos bem longe dos homens, porque quanto mais conheço os homens mais amo os meus cavalos. Porque são fiéis, recíprocos, amigos, e que embora sejam animais irracionais executam a gratidão.

Gratidão, dom divino, que só as pessoas abençoadas e iluminadas, sabem exercer.


Eliane Cristina Baatsch
Pedagoga/Psicopedagoga
R-1319983



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A ATUAÇÃO DO PEDAGOGO E DO PSICOPEDAGOGO NA EQUOTERAPIA

A equoterapia é uma área que atualmente vem se abrangendo no campo de trabalho do pedagogo e do psicopedagogo, como forma de auxílio nas questões onde se envolvem dificuldades e/ou distúrbios de aprendizagem. Cabe ressaltar a importância deste profissional na reabilitação global de muitos portadores de necessidades especiais na prática equoterápica, e na equipe multidisciplinar de um Centro de Equoterapia.

A função do pedagogo e do psicopedagogo na equoterapia, não é alfabetizar no cavalo, porque se o praticante já possue alguma dificuldade de leitura e escrita, que não foi resolvida em sala de aula, com certeza uma vez por semana, trinta minutos, não é a resolução de anos rotineiros e cotidianos buscados nos ambientes escolares de aprendizagem. Portanto, a atuação destes profissionais na equoterapia, não substitue de maneira alguma o professor em sala de aula.

Mas então, qual é a atuação do pedagogo ou do psicopedagogo na equoterapia?

A ótica de atuação equoterápica destes profissionais, é auxiliar o processo de aprendizagem desenvolvido no ambiente escolar, de forma que facilite, o desenvolvimento deste processo de ensino-aprendizagem como um todo.

Buscando solucionar algumas dificuldades que possam estar prejudicando a assimilação, memorização, ou processo cognitivo do praticante.

Existem vários relevantes numa sessão equoterápica, desde a socialização, auto-estima, segurança, afetividade, psicomotricidade, articulações de fala, ludicidade, disciplina, como também situações de ensino-aprendizagem, raciocínio lógico-matemático, perceptivas motoras, sensoriais, e formação moral.

Cabe ao profissional realizar as suas avaliações e adequar as sessões equoterápicas de acordo com o seu praticante, pois não existem receitas prontas, cada terapia é única, o mais importante é respeitar os limites de aprendizagem e interação do seu praticante.

No Núcleo de Equitação Terapêutica de Osasco ocorre um trabalho multidisciplinar onde os fisioterapeutas e os profissionais da educação trabalham com objetivos interdisciplinares e até transdisciplinares, onde o pedagogo e o psicopedagogo orientam os profissionais da saúde a atuarem na sua área, de forma a abranger a aprendizagem nas situações equoterápicas, e vice-versa, os profissionais da saúde orientam os da educação para também abranger reabilitação motora e consciência postural.


Eliane Cristina Baatsch
Pedagoga/Psicopedagoga
R-1319983



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OS QUATRO ANJOS MAUS

Foi realizada uma seleção no céu para a escolha de quatro anjos que seriam beneficiados com o Dom da Cura, e os critérios se estendiam em: testemunho e conquistas de seus pais; notas tiradas na escola dominical; e a não transmissão de Dons.

Pois bem, depois de uma longa fila e procura, o céu escolheu os quatro anjos que seriam beneficiados com o Dom da Cura, porém não tinham experiência nenhuma na função de anjo. E logo, foi realizada a cerimônia de posse.
No dia seguinte, os quatro anjos resolveram se encontrar para discutir e testar o Dom da Cura. E passado alguns dias perceberam a quantidade de pessoas que os procuravam, porque o mundo estava passando por um processo de enfermidades, sendo assim muitas deformidades estavam surgindo para o desespero das pessoas. Muitas se escondiam, ficavam inválidas, e eram até excluídas do convívio social.

Porém, os quatro anjos perceberam que o Dom da Cura os exaltavam, e para o desespero das pessoas que fariam qualquer coisa para se libertarem da enfermidade, eles começaram a vender o Dom da Cura.
Filas imensas, briga por uma vaga, opa! Começou a disputa para ver quem ganhava mais, contudo o Dom da Cura, tornou-se mercadoria que podia ser comprada.

Havia até propaganda sobre o Dom da Cura, no entanto, a disputa tornou-se tão competitiva que um anjo começou a puxar o tapete do outro, a falar mal, enfim tudo para prejudicar um ao outro.

Até que o céu ficou sabendo e resolveu punir os anjos maus, tirando o Dom da Cura, e o status de anjo.

E a partir deste ocorrido, o céu mudou os critérios de seleção para a obtenção de dons, equiparando oportunidades a todos os anjos com vontade de aprender dons, diminuindo a quantidade de enfermidades, e criando uma nova concepção de transmissão de dons.


Eliane Cristina Baatsch
Pedagoga/Psicopedagoga
R-1319983


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